Versos quase tristes


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Versos quase tristes
Des vers presque tristes


Trago no sangue o mistério
daquele resto de estrada...
que não andei...

E era talvez ali
que eu ia ser feliz;
ali
que viriam as Fadas pra contar-me
os contos lindos de Princesas
e de Palácio
e de Florestas
que ficaram por contar,
ali que havia de abrir-se
o tal jardim
com flores que nunca morrem
ou se morrem. há-de ser
na pujança da frescura,
por medo de envelhecer...

Mas não passei além daquela curva...
O meu alento
já dobrou o joelho e desistiu.
E eu sei tão bem que há Glória que me chama
e que tudo que digo aqui, ou faço,
é só arremedar, adivinhar,
o que, para lá da curva que não passo,
havia de fazer ou de dizer"
E eu sei tão bem
que sem tomar nas mãos a Glória apetecida
me não contento!...

- Porque é que tu és só pressentimento,
minha Vida?
Je porte dans mon sang le mystère
de ce restant de route…
je n'y suis jamais allé…

Et peut-être était-ce là-bas
que j’allais être heureux ;
là-bas
que les fées allaient venir me raconter
les beaux contes de Princesses,
de Palais
et de Forêts
qui n’ont jamais été contés,
là-bas que s'ouvriraient
ce jardin
aux fleurs qui ne meurent jamais,
ou si elles meurent, ce sera
dans la force de leur fraîcheur,
par la crainte de vieillir…

Mais je ne suis jamais allé au-delà de ce virage…
Essoufflé
j'ai plié le genou et j'ai dû renoncer.
Et je le sais très bien il y a une Gloire qui m'appelle
et tout ce que je dis, ou fais, ici
n'est qu'imitation, ou conjecture,
de ce que j'aurais dû faire ou dire, au-delà
de ce virage où je ne suis jamais allé.
Et je le sais très bien,
de ne pouvoir tenir entre mes mains la Gloire tant désirée,
me laissera toujours insatisfait !...

– Pourquoi n’es-tu rien d'autre qu’un pressentiment,
ô ma Vie ?
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William Turner
Le pélerinage de Childe Harold - Italie (1827 - 1832)
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